30/04/2010

RESUMO DO TEXTO A MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITALISMO E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL DO FIM

RESUMO DO TEXTO A MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITALISMO E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL DO FIM DO SÉCULO XX
DE ARIOVALDO UMBELINO DE OLIVEIRA
IN GEOGRAFIA DO BRASIL

Referência:
GEOGRAFIA do brasil. 4. ed. São Paulo: EDUSP, 2001. 549 p. : il. algumas color. (Didática; 3) ISBN 8531402425

CAPÍTULO 4
A MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITALISMO E A GEOPOLÍTICA MUNDIAL DO FIM DO SÉCULO XX

No final da década de 1980, com a derrocada do polo socialista do mundo bipolar que vigorava durante a fase da Guerra Fria, a principal característica do mundo passou a ser a mundialização do capitalismo. Consolidaram-se os oligopólios internacionais por meio das multinacionais, favorecidas por 3 processos inter-relacionados: necessidade de movimentos internacionais de capitais, produção capitalista internacional e existência de ações de governos em nível internacional.

Os fluxos internacionais de capitais privados passaram a crescer mais que o fluxo de investimentos diretos feitos pelas multinacionais, fortalecendo o mercado financeiro. Assim, o capital nacional se aliou ao capital estrangeiro. A produção capitalista passou a ser necessariamente internacional para garantir competitividade, assim, a maior parte da força de trabalho empregada pelas multinacionais está fora do país em que se encontra sua sede corporativa. As ações internacionais do governo se fizeram sentir tanto na intervenção do Estado na economia como na definição de projetos de cooperação internacional. Organizações governamentais internacionais e organismos supranacionais passaram cada vez mais a fazer parte dessa nova fase do capitalismo mundializado. A unificação do capital financeiro internacional com a força de trabalho mundial reduz a independência dos Estados nacionais e exige a formação de instituições supranacionais para coordenar a interdependência crescente.

A mundialização do capitalismo é muito mais que a internacionalização ou a multinacionalização da economia. A internacionalização é a integração entre diversos países dos fluxos de conhecimentos técnicos, matérias-primas, bens intermediários, produtos e serviços finais. A multinacionalização é a transformação das empresas nacionais em multinacionais por meio da expansão delas para outros países. A mundialização do capitalismo, contudo, é fenomeno novo na economia. Para Ricardo Petrella é o conjunto de processos que possibilitam produzir, distribuir e consumir bens e serviços em escala global. Assim, internacionalização, multinacionalização e mundialização são fenômenos integralmente interconectados. São expressões do processo de transformação do capitalismo industrial e financeiro centrado principalmente nas economias nacionais para um capitalismo centrado na economia mundial.

Esses processos criam novas bases para as relações entre Estado e empresas. Estados permitem que as empresas se auto-regulem na economia mundial. Por sua vez as multinacionais precisam da legitimidade dos Estados locais para garantir a ordem interna, regular a economia nacional, implementar políticas sociais. Consolida-se, assim, a mundialização do capitalismo por meio da unidade (contraditória) das empresas multinacionais e das classses sociais nacionais. O capitalismo unicu dialeticamente o mercado dos países altamente industrializados com todos os demais de média ou pequena presença industrial. Portanto, o capitalismo não está centrado somente nos países ricos; o centro do capitalismo está em todos os lugares do mundo onde as empresas multinacionais estão. Essa é a nova ordem internacional criada pelo capitalismo monopolista.

Com essa nova ordem surge também uma nova divisão internacional do trabalho. Para Alain Lipietz, há 3 tipos de concentração de força de trabalho: engenharia e tecnologias avançadas; atividades produtivas padronizadas, com produção qualificada; e atividades de execução e montagem desqualificadas. Essa ordem se reflete em 3 níveis de países: os altamente industrializados, os de industrialização parcial e tardia e os que adotaram a chamada economia de enclave, ou zonas francas.

Nesse ponto do texto, Ariovaldo de Oliveira detalha um pouco mais a situação atual das multinacionais, das instituições financeiras mundiais e a formação de blocos economicos. Depois passa a analisar as transformações do leste europeu.

As origens históricas das transformações ocorridas no final da década de 1980 no leste europeu são a implantação do socialismo e a guerra fria. No início da década de 1920, quando a tese da revolução proletária internacional foi substituída pela tese do socialismo em um país só, depois da morte de Lênin e da expulsão de Trótski, Stálin começou uma devassa de opositores por meio do “processo de Moscou” que culminou no assassinato da maioria dos opositores. A política repressiva contra qualquer movimento de oposição chegou a ponto de implementar à força a coletivização no campo, mediante massacre camponês no início dos anos 1930.

2 comentários:

Geiza gomes de oliveira disse...

Amei este resumo.Ajudou-me a entender melhor este conteúdo.
Obrigada!!!!!!!!!!

Tralão disse...

Uiiii